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Há algum tempo atrás, uma das bandeiras do movimento estudantil era pela não proibição do uso da mini-saia nas escolas. Decidir pelo próprio corpo era um direito que as mulheres na época não abriam mão. Era um importante símbolo de resistência aos anos de chumbo, que insistiam em sufocar as liberdades. Era uma juventude que queria manter a sua identidade, que dizia não ao uniforme e a escola que os desfigurava.

O tempo passou e os uniformes foram praticamente banidos, salvo algumas exceções. As formas como a mulher é oprimida mudou, mas o opressor continua sendo o mesmo.

O episódio ocorrido no dia 22 de Outubro de 2009, nos corredores de uma universidade privada, a UNIBAN, onde alunos indignados com a roupa que uma de suas colegas usava, um minivestido, vermelho, curto, cometeram cenas de barbárie e violência, cenas chocantes que se disseminaram rapidamente pela internet, causando espanto e discussões Brasil afora, com repercussão inclusive na imprensa internacional. A aparente revolta com as vestes citadas esconde uma visão de mundo ultrapassada e machista, não compativel com um ambiente como o de uma universidade, espaço este que deveria servir a debates dos mais elevados.

Os protagonistas dos lamentáveis fatos são os mesmos que no domingo a noite se deliciam vendo o Pânico na TV e suas assistentes de palco, com menos roupa inclusive.

Precisamos dizer bem alto: Não a expulsão da Colega Geisy Arruda dos bancos escolares!

oi

Pela regulamentação do ensino privado!
VAMOS BARRAR O SPC DA EDUCAÇÃO!

Vivemos num mundo cada vez mais desumano, onde muitas vezes a educação é vista como mercadoria. Dentro dessa realidade temos que nos posicionar e sair em defesa da educação e lutar para derrotarmos algumas coisas que vem acontecendo no nosso país.

Esta em curso, no Brasil, um acontecimento muito grave: Um acordo entre A CONFENEN – CONFEDERAÇÃO NACIONAL DOS ESTABELECIMENTOS DE ENSINO, o SPC DO BRASIL, MAIS O SERASA, criou o CINEB – CADASTRO DE INFORMAÇÕES DA EDUCAÇÃO BRASILEIRA.

Nós do Movimento Atitude compreendemos que a educação deve servir a sociedade como um todo e não apenas alguns poucos iluminados. Acreditamos que a educação deva ter um caráter revolucionário, no sentido de negar a ordem estabelecida, ou serve a todos ou não nos serve!

A juventude é o segmento da população que mais sofre com a exclusão social, somos quem mais sofre com a violência, e com o desemprego e as nossas opções de lazer são escassas.

Lutamos tanto para entrar na universidade, agora não vamos admitir que nos coloquem no SPC ou nos impeçam de fazer a nossa rematricula se por força maior não conseguimos pagar algumas mensalidades. Basta! Educação não é mercadoria!

MAS AFINAL O QUE É O CINEB?

É um cadastro de âmbito nacional, que constitui um arquivo privado de informações negativas sobre alunos e seus responsáveis, acerca de inadimplências perante instituições de ensino privado, bem como atrasos no pagamento de mensalidades ou devolução de cheques.

E O QUE EU TENHO A VER COM ISSO?

Os estudantes precisam se organizar para impedir que isso aconteça, pois acreditamos que a educação deve cumprir a sua função social, libertária, libertadora e que tenha papel fundamental para a emancipação política dos trabalhadores.

O SPC da educação afronta os direitos fundamentais da juventude e também vai contra a constituição federal. Afinal não é porque pagamos mensalidade que a educação deve ser considerada mercadoria.

Faz-se urgente que o governo federal tome medidas para proteger o estudante dos ataques daqueles que só pensam em lucrar com o ensino.

Vamos juntos impedir que isso aconteça. Participe das reuniões do movimento, assine o abaixo-assinado e sugira outras formas de fazer acontecer. Você é fundamental para as mudanças!

O desafio que está colocado para as juventudes nesse novo contexto da sociedade contemporânea é justamente o de fazer a conexão entre as formas tradicionais de participação com as novas, com uma completando a outra.

A participação política da juventude hoje em dia é feita basicamente de maneira segmentada, dirigida. Isso se da principalmente pelo crescimento e popularização da internet, claro que ainda insuficiente e elitizado.

Essa segmentação se reflete na maneira como devemos pautar a nossa ação política, pois além das dificuldades habituais para os processos de mobilização agora temos ainda a falsa impressão que temos vários inimigos. Mas o inimigo é um só: O capitalismo. Sempre se modificando e absorvendo os movimentos e os costumes da juventude a fim de neutralizá-los.
As possibilidades que se abrem com as novas tecnologias e a maneira como a juventude hoje se mobiliza merece um olhar mais atento e cuidadoso da parte de quem objetiva fazer política no novo milênio.

A internet e as redes sociais devem cumprir um papel central na tarefa organizativa dos movimentos de juventude. Devem servir também como espaços de propaganda da política adotada. No processo de convencimento, de ganhar as pessoas para a tarefa da transformação social as tecnologias existentes são de enorme valia e ainda sem uma função claramente determinada.

Entender o que isso significa nos possibilitara uma inserção mais qualificada nos debates que seguem.

Reflexões sobre os sonhos perdidos.

Quantas vezes você já se deparou com cenas como essas?

Cena 1 – Fecha o semáforo, uma criança com seus malabares, roupa suja e maltrapilha oferece o seu espetáculo para logo em seguida pedir alguns trocados. Faixa de segurança transformada em palco.

Cena 2 – Altas horas da noite, uma rua movimentada da capital nos mostra em roupas sensual meninas de dez anos de idade, oferecendo o que tem de mais sagrado, o seu corpo, para saciar a fome de adultos ordinários e sem caráter.

Cena 3 – A mãe espera seu filho dormir e numa última tentativa de salva-lo e com os olhos cheios de lágrimas acorrenta o mesmo junto à cama. Vitima do crack, o menino não destrói apenas a sua vida, a droga tem um potencial destrutivo tão grande que aniquila famílias inteiras.

Hoje em dia o precisamos ter claro para os operadores dos direitos das crianças e dos adolescentes que o grande desafio é o de prevenir a violação dos direitos. Sabemos que o sistema que hoje abrange as áreas afins dos conselhos tutelares e dos conselhos de direitos não dão conta dessa necessidade.
Faz-se urgente o debate com a sociedade civil organizada para que juntos cheguemos à síntese sobre quais soluções e que respostas vamos apresentar ao conjunto da população.
E num momento de emoções afloradas não podemos nos iludir com soluções superficiais. Temos que apresentar alternativas que realmente contribuam para a solução desses graves problemas e que coloquem o tema no centro da discussão política da nossa cidade.

AO DEBATE!

OI

Bom dia a todos!

Novas regras limitam tempo que crianças ficam em abrigos.
Maiores de 18, mesmo solteiros, poderão adotar.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou nesta segunda-feira (3) uma nova Lei da Adoção. Pelas novas regras, as crianças e adolescentes não devem ficar mais do que dois anos nos abrigos de proteção, salvo alguma recomendação expressa da Justiça. Os abrigos também devem mandar relatórios semestrais para a autoridade judicial informando as condições de adoção ou de retorno à família dos menores sob sua tutela. A lei entra em vigor 90 dias após a publicação no Diário Oficial da União, que deve acontecer na terça-feira (4).

A nova lei também prevê que todas as pessoas maiores de 18 anos, independente do estado civil, podem adotar uma criança ou um adolescente. A única restrição para a adoção individual, que sempre será avaliada antes pela justiça, é que o adotante tenha pelo menos 16 anos a mais que o adotado.


No caso da adoção por casais, eles precisam ser legalmente casados ou manter união civil estável reconhecida pela autoridade judicial.

Segundo o gabinete do senador Aloizio Mercadante (PT-SP), relator da matéria no Senado, não será permitida a adoção para casais do mesmo sexo, porque a lei não pode incluir a união estável entre homossexuais já que ela ainda não é legalmente reconhecida no país. Também segundo o gabinete do senador, o Supremo Tribunal Federal (STF) deve julgar ainda este ano o reconhecimento da união civil estável entre pessoas do mesmo sexo no Brasil.

As novas regras também preveem a criação de cadastros nacional e estadual de crianças e adolescentes em condições de serem adotados e de pessoas ou casais habilitados para adoção. A lei também prevê uma preparação prévia dos futuros pais e o acompanhamento familiar pós-acolhimento da criança ou adolescente.

Para adoções internacionais, a lei exige ainda que o estágio de convivência seja cumprido dentro do território nacional por, no mínimo, 30 dias. Contudo, a adoção internacional será possível somente em última hipótese, sendo a preferência dada sempre a adotantes nacionais e, em seguida, a brasileiros residentes no exterior. A medida está de acordo com a Convenção de Haia para a adoção internacional.

A lei também inova ao permitir que o juiz considere o conceito de “família extensa” para dar preferência a adoção dentro da família, mesmo não sendo os parentes diretos da criança ou do adolescente. Nesses casos, tios, primos e parentes próximos, mas não diretos, têm preferência sobre o cadastro nacional e estadual de adoção.

As crianças maiores de 12 anos poderão opinar sobre o processo de adoção e o juiz deve colher seus depoimentos e levá-los em conta na hora de decidir. A lei determina também que os irmãos devem ser adotados por uma única família, exceto em casos especiais que serão analisados pela Justiça.
“Isso aqui [a nova Lei Nacional da Adoção] mostra a todo mundo todas as críticas que fazem ao Congresso Nacional todo santo dia…, eu digo sempre que se a gente for colocar uma balança com as coisas boas e as coisas más que foram acontecendo no Congresso, as coisas boas são infinitamente superiores”, disse Lula durante o discurso.

Na avaliação do presidente, porém, as boas coisas do Congresso têm menos destaque. “Mas muitas vezes as coisas boas não têm o destaque que a gente gostaria que tivessem”, argumentou.